09/04/2015

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REFÉNS DA TECNOLOGIA

Só quando as coisas acontecem com a gente é que percebemos o quanto somos reféns da tecnologia. 

Já li muitas reportagens a esse respeito, mas pensava não é bem assim. Pior que é, e só percebemos quando acontece com a gente. 

Um belo dia tirei o celular do carregador dentro de casa, dei uma fuçada na net e depois fui acordar as crianças. Desde esse dia não sei onde deixei meu celular, puft, sumiu!!! Não achei mais. 

No primeiro dia, que desespero, parecia que um órgão vital parou de funcionar, meu Deus não acreditava, me culpava o tempo todo por ter perdido o celular dentro de casa. 

Fonte: Imagem do Google


No segundo dia, me sentia despida, faltava uma roupa em mim e minha cabeça à milhão tentando lembrar onde eu poderia ter colocado esse celular dentro de casa. E o mais estranho é que parece me minha memória apagou-se, só consigo lembrar de tê-lo tirado do carregador, dado uma olhada e depois como num lapso de memória, não me lembro de nada...

Os dias seguintes foram um pouco mais amenos, mas sempre com a sensação de que tava faltando alguma coisa. 

Aí me dei conta de como eu era refém de celular, como estava tão avançado que até mesmo na hora das refeições eu o levava para  a mesa... sentava pra assistir um desenho com as crianças e ele estava lá como se estivesse preso em mim por meio de uma força magnética. 

E então comecei a reparar à minha volta e dar mais atenção a essa questão, todos os lugares que frequento, as pessoas estão lá presas a seus celulares, barzinhos, mesas lotadas de pessoas e todos  só com a atenção voltada para seus aparelhos. 

Realmente estamos na era da revolução tecnológica,  e estamos perdendo o contato humano, o diálogo pessoalmente, o olho no olho, o "face to face" (que deu origem ao nome do facebook).

Temos que estar atentos a isso e até mesmo sermos críticos e ter a consciência se não estamos até mesmo deixando de dar atenção às crianças pra ficarmos com nossos celulares. 

Fonte: Imagem do google. 

Agora vejo o quanto o assunto é sério e como temos que refletir a respeito e não nos deixarmos tornar reféns, viciados dessa era tecnológica. 

Bjs a todos Lu.

Obs: continuo sem celular, mas estou providenciando outro, só que agora com uma olhar mais crítico e cuidadoso quanto à sua utilização.